25 de Abril

Desde pequena que oiço falar da revolução do dia 25 de Abril com amor no olhar e coragem no peito, pela minha avó Idalina.
Este dia, e todos os valores que o acompanham, guiaram-na em todas as decisões que tomou na vida. Quando surgiu a oportunidade de criar uma encenação, não surgiram dúvidas. Queria homenageá-lo. Queria homenageá-la.

O meu objetivo era criar um ambiente intimista, onde o público se sentisse numa pequena sala de estar, a ouvir uma história. A sua história, contada por ela, através de áudios do início ao fim da performance. 
O cenário inicial era simples, consistia num pequeno sofá; num charrió, que continha diversos conjuntos de roupa, cada um deles associado a uma fase da sua vida (criança, adolescente, adulta), que eu ia vestindo e despindo consoante a linha temporal abordada; e numa televisão antiga, onde passou um vídeo dela a refletir sobre o estado político-social do estado presente. Durante a cena, eram colocados outros adereços, como cravos (estes representavam o dia em que lhe disseram, com 7 anos, "Vai para casa. Está a haver uma revolução."); cartazes de manifesto (que retratavam as suas frequentes idas a manifestações, principalmente na sua adolescência), o livro "Elas estiveram nas prisões do fascismo" (pois, em adulta, o hábito de leitura sobre estes temas aumentou.); e fotografias de variados momentos da sua vida.

Ficha Técnica

Criação e Encenação: Miriam Santos

Sonoplastia: Idalina Palma e Miriam Santos

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